O parque
O Parque Estadual do Rio Doce é a maior área contínua de Mata Atlântica preservada em Minas Gerais.
O Parque Estadual do Rio Doce (PERD) fica nos municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo, na região do Vale do Aço, em Minas Gerais. São aproximadamente 35.976 hectares, a maior área contínua de Mata Atlântica preservada no estado. Foi a primeira unidade de conservação criada em Minas Gerais e uma das pioneiras no país.
Onde fica
83,3% em Marliéria
14,1% em Timóteo
2,6% em Dionísio
Por décadas o parque ficou inacessível para boa parte da comunidade, por causa das estradas ruins pela BR-262 e pelas cidades de Timóteo e Marliéria. Com a pavimentação da MG-760, o parque está completamente acessível, mas ainda é pouco conhecido. O circuito quer dar visibilidade a essa reserva de Mata Atlântica tão perto de várias cidades e da capital, Belo Horizonte.
Reconhecimentos internacionais
Sítio Ramsar: reconhecido pela Convenção Ramsar pela importância das suas zonas úmidas.
Reserva da Biosfera da Mata Atlântica: integra o Programa Homem e Biosfera da UNESCO.
Biodiversidade
Flora: mais de 1.400 espécies vegetais, com árvores centenárias que atingem 30 metros.
Fauna: alta diversidade de vertebrados, com espécies raras e ameaçadas, como a onça-pintada.
Lagos naturais: cerca de 40 lagoas, um dos três maiores complexos lacustres do país.
Alguns animais que habitam o PERD
Anta, mutum-do-bico-vermelho, onça-pintada, tatu-canastra, macaco-prego, muriqui-do-norte, urubu-de-cabeça-amarela, capivara e cutia.
Uso público e turismo
O parque tem centro de visitantes, trilhas interpretativas, área de camping, alojamentos, restaurante e viveiro de mudas. Em 2025 o PERD alcançou uma marca histórica de visitantes, superando 35 mil ainda em outubro.
Pontos turísticos do Vale do Rio Doce
Mirante do Jacroá, em Marliéria
Parque Ipanema, em Ipatinga
Parque Estadual do Rio Doce
Ponte Queimada
Desafios de conservação
Pela riqueza da biodiversidade e pela condição de refúgio da Mata Atlântica, o parque enfrenta fragmentação, pressão de uso, risco de incêndios e turismo mal planejado. O Plano de Manejo está em revisão, com participação comunitária, e estão previstos cerca de R$ 93 milhões em investimentos para infraestrutura e reforço do combate a incêndios.